História

O Jornal do Baixo Guadiana foi fundado no ano 2000 pela Alcance – Associação de Desenvolvimento do Nordeste Algarvio. Este jornal ganhava assim a luz do dia pela mão de cidadãos inquietos, dirigentes locais dinâmicos e habitantes ou filhos da terra, sobretudo de Alcoutim, preocupados com os problemas que afetavam esta zona do Algarve; nomeadamente a desertificação e o envelhecimento. Mas também queriam dar voz à população, à comunidade no seio da qual encontravam inúmeras potencialidades.

Tendo um período de vida mais facilitado por apoios comunitários este jornal, e vivendo na sua larga maioria por uma equipa de voluntários, em formato papel e com periodicidade mensal este órgão de comunicação social ganhou destaque junto da população e serviu sempre de meio de alerta, notícia, preocupações sociais, dando sempre voz às inquietações do Baixo Guadiana.

Notícias de índole diversa, reportagens, entrevistas, sem esquecer os contributos literários dos colaboradores assíduos nortearam sempre as edições do Jornal do Baixo Guadiana. Um jornal de referência que foi ganhando o seu espaço passo a passo.

No ano de 2007 a Associação Alcance assumiu diversas dificuldades financeiras em manter o jornal e vendeu por valor o simbólico o título à Associação Odiana – Associação de Desenvolvimento do Baixo Guadiana.

Esta mudança permitiu que o jornal alargasse ao longo dos anos seguintes a sua abrangência, aumentando o número de páginas que também multiplicaram a sua cor. As bandeiras de luta deste jornal mantiveram-se e as preocupações da comunidade fizeram-se ouvir. Aumentou o número de colaborações temáticas e a tiragem também cresceu. O Jornal do Baixo Guadiana acompanhou a evolução do território e ganhou terreno, igualmente, no espaço da Eurocidade do Guadiana que, entretanto, foi constituída. As redes sociais que foram sendo cada vez mais importantes tornaram-se, igualmente, lugar para o mensário. E para que a sua intervenção fosse o mais comunitária possível a equipa do Jornal do Baixo Guadiana impregnou a realização de tertúlias mensais e criou e/ou apoiou diversos eventos de índole cultural, social e político. Sempre com o objetivo de estar o mais próximo possível da comunidade. O resultado saltou à vista com uma grande adesão à leitura do jornal, sendo que a aceitação do jornal passou a ser grande também junto dos jovens e comunidade escolar que viu neste mensário lugar para noticiar o que para eles também se mostrava determinante.

Em 2016 e face às dificuldades financeiras da Associação Odiana o jornal viu interrompida a sua edição em papel e trabalhou na transição para a versão online que agora se apresenta.

Esta nova geração do Jornal do Baixo Guadiana pretende transpor para a versão virtual as mesmas lutas, preocupações e convicções. Contudo, aberto a um mundo digital que traz outros recursos e veículos, sendo que o objetivo passa por otimizar todas as ferramentas ao alcance para que o jornal chegue ao maior número de pessoas de modo a difundir o território do Baixo Guadiana português e espanhol, como forma, também, de combater a desertificação e envelhecimento que grandemente o afeta.

Hoje, em plena era digital em ascensão, homenageamos quem em Abril de 2000 teve a visão de o criar e tornar uma referência na comunicação social regional, bem como a todos os que lhe deram continuidade, tornando-o numa herança que faremos por honrar da melhor forma.