PCP questiona ministério da saúde sobre falta de profissionais na Unidade de Saúde em Castro Marim

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De acordo com um comunicado de imprensa do PCP, “no passado mês de dezembro, uma delegação do PCP, integrando o deputado Paulo Sá eleito pelo Algarve, visitou o Centro de Saúde de Castro Marim, mais concretamente, a Unidade de Saúde Familiar Baesuris, que inclui as extensões de saúde de Altura e do Azinhal, tendo-se inteirado dos problemas que afetam esta unidade de saúde, designadamente ao nível dos recursos humanos e do parque automóvel”. Na mesma nota à comunicação social os comunistas dizem que “de acordo com a informação recolhida pelo PCP, a Unidade de Saúde Familiar Baesuris tem um número adequado de médicos, enfermeiros e assistentes técnicos, mas não dispõe de assistentes operacionais, vendo-se obrigada a recorrer a empresas externas para a limpeza das instalações”. Ora, para o PCP “a opção pelo recurso a entidades externas, sejam empresas privadas de limpeza, juntas de freguesia ou associações diversas, não serve os interesses do serviço, já que o conteúdo funcional de um assistente operacional no setor da saúde não se resume à mera limpeza das instalações. Entende o PCP que se deve pôr fim à externalização dos serviços de limpeza, procedendo à contratação, com vínculo público, de assistentes operacionais para o Centro de Saúde de Castro Marim (e demais centros de saúde do Algarve e do país)”.

“Falta de enfermeiros, assim como de psicólogos e assistentes sociais, e a desadequação do parque automóvel”

Esta unidade já havia sido visitada pelo PCP em julho de 2018, tendo o PCP, nessa altura, questionado o Ministério da Saúde sobre os problemas existentes, designadamente aqueles relativos à carência de profissionais de saúde e de viaturas (pergunta n.º 3179/XIII/3ª). O PCP denunciou a falta de enfermeiros, assim como de psicólogos e assistentes sociais, e a desadequação do parque automóvel, que condiciona as visitas domiciliárias e outros serviços no exterior.

“Na sua resposta à pergunta do PCP, o Ministério da Saúde reconheceu estas carências, mas não elencou medidas concretas, nem prazos, para resolver estes problemas (com exceção da informação prestada sobre a aquisição de um veículo no âmbito do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica)”. O que levou o grupo Parlamentar do PCP, por intermédio dos deputados Paulo Sá e Carla Cruz, a questionar a Ministra da Saúde, dirigindo-lhe as seguintes perguntas:

  1. Reconhece o Governo que o conteúdo funcional de um assistente operacional no setor da saúde não se resume à mera limpeza das instalações, pelo que o recurso a empresas privadas de limpeza para substituir assistentes operacionais não serve os interesses do serviço? Quando serão contratados assistentes operacionais para o Centro de Saúde de Castro Marim?
  2. Que medidas concretas estão a ser adotadas pelo Governo para dotar a Unidade de Cuidados na Comunidade Santo António de Arenilha, que serve os concelhos de Castro Marim, Vila Real de Santo António e Alcoutim, de um número adequado de profissionais de saúde, designadamente enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais? Quando irá esta Unidade dispor desses profissionais de saúde?
  3. Além da aquisição de um veículo no âmbito do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica, que outras medidas serão adotadas para dotar a Unidade de Cuidados na Comunidade Santo António de Arenilha de um número adequado de viaturas, permitindo-lhe realizar, sem os atuais constrangimentos, visitas domiciliárias e outros serviços no exterior?
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