Despovoamento das zonas de fronteira foi central na Cimeira Ibérica

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Primeiro-ministro António Costa em conferência com o presidente espanhol Pedro Sanchez JOSE COELHO/LUSA

Saiu da Cimeira Ibérica que teve lugar esta quarta-feira Valhadolid, em Castela e Leão, uma das quatro regiões de Espanha de fronteira com Portugal, a necessidade de definir uma estratégia comum contra o fenómeno de despovoamento da zona de raia comum aos dois países. Portugal e Espanha estão, assim, em sintonia, a este respeito e já anteciparam que vai ser criado um grupo de trabalho dirigido por Anselmo Castro, vice-reitor da Universidade de Aveiro, e Isaura Leal, comissária do Governo espanhol para o desafio demográfico. O objetivo é ambicioso, e fixa-se no final do mês de Abril do ano que vem.

Dúvidas sobre o peso que o despovoamento tem na vida estrutural dos dois países não existem e o diagnóstico prevê a necessidade de “investimento em vias de comunicação, serviços públicos locais e isenções fiscais à instalação de empresas para fixar a população”, tal como já tinha sido descrito ao Jornal PÚBLICO o secretário de Estado da Política Territorial e Função Pública de Espanha, aquando a preparação da cimeira que teve lugar este ano.

Da cimeira saiu também a promessa de serem melhoradas as relações transfronteiriças. António Costa sublinhou que maior coesão territorial representa “desenvolver as regiões de fronteira – que estão mais despovoadas e mais envelhecidas e têm menor dinâmica económica – e que o fazer em comum”.

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