“A música clássica” e o início de uma viagem pela Roma Antiga

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Faço votos para que a vossa semana tenha corrido da melhor forma possível e que se tenham divertido a brincar ao Halloween! Na nossa longa e fascinante viagem já percorrermos a pré-história e a Grécia Antiga. Na edição anterior vimos o papel fulcral que a Grécia Antiga teve no desenvolvimento da sociedade ocidental e a importância que teve para o desenvolvimento das artes nomeadamente a música, através de Pitágoras e da sua descoberta das notas musicais, dos intervalos a que cada nota está uma da outra, do aparecimento de instrumentos musicais, da poesia e da tragédia grega (teatro). Nesta semana viajamos até à Roma Antiga.

Ao contrário da Grécia Antiga, a Roma Antiga não teve um papel tão importante para o desenvolvimento das artes mas, possuía as suas tradições musicais, como por exemplo: no Lázio existiam os cantos sagrados, lúdicos e guerreiros (na Roma Antiga, a música está muito associada à guerra).

Encontra-se também nessas mesmas tradições a presença de instrumentos musicais, como o “Cornu”, a “Bucina” a “Tíbia” e a “Synrix”.

Com a conquista do império grego as artes mudam por completo na Roma Antiga, pois trazem para Roma o teatro musical e adaptam-no tornando-se popular junto do império, esse teatro musical passa a contar com árias, duetos e coros.

Os instrumentos musicais trazidos da Grécia também sofrem muitas alterações, como por exemplo: a Cítara (Instrumento de cordas) transformou-se no instrumento popular romano, os aulos (Instrumento de sopro) ganharam novas formas, dando o lugar ao Aulos-Fagote e apareceu o Calamaulo (o Calamaulo é o antecessor da Charamela medieval).

Na época dos Césares abundou a música de diversão nas lutas e nos anfiteatros, a música estava presente também no campo de batalha através da música alta. Nesta época também apareceu os coros polifónicos, assim como era muito usual juntar diferentes instrumentos aos coros.

Nota: Coro polifónico – Entende-se por coro polifónico todos os coros com várias vozes, antes da Roma Antiga, os coros eram a uma só voz.

Música alta – Entende-se por música alta a música produzida através de instrumento de sopro (todo o instrumento de sopro que possua um timbre muito “alto” nesta época era o “Cornu”) que servia para preparar as tropas para a guerra e tudo o que tivesse associado à guerra.

Na próxima edição convido os leitores/as para seguirmos a nossa viagem até ao Canto Chão ou Canto Cristão e a importância do Cristianismo na música.

Desafio-os a deixarem os vossos comentários.

Deixo aqui uma sugestão musical. Boas leituras e boas audições!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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João Bartolomeu
João Miguel Guerreiro Bartolomeu, nascido a 26 de junho de 1985. Iniciou os seus estudos musicais com o Maestro António Batista na escola de música da Banda da Associação Cultural de Vila Real de Santo António. Estudou no Conservatório Regional de Beja – Classe do Professor Paulo Cordeiro e na Universidade de Évora- Curso de Música na Classe do Prof-Hugo Assunção. Ao longo do seu percurso musical fez parte da Orquestra Filarmónica de Lisboa, Orquestra Sinfónica Juvenil Portuguesa e da Orquestra de Estúdio WESO (West european Studio Orchestra-Orquestra de gravações para anúncios publicitários ) e do Ensemble MPMP. Trabalhou com diversos maestros tais como, Kodo Yamagishi, Christopher Bochmann, Jan Wierzba , Diogo Costa , Roberto Pérez, Fernando Marinho, António Saiote, André Granjo, José Pedro Gomes,Leandro Alves, Pedro Neves, Jean Sebastien Bereau entre outros . Frequentou masterclasses de trombone com professores tais como, Hugo Assunção, André Conde,Paulo Cordeiro, Byron Fulcher , Hermenegildo Campos, Nuno Scarpa,entre outros. Orientou diversas masterclasses de trombone, em Santa Marinha-Seia, Pampilhosa da Serra, Moura, Gavião, Vila Real de Santo António entre outros locais. Foi também responsável pela classe de trombones no I estágio de orquestras de sopros do Conservatório Regional de Vila Real de Santo António, no Curso de Instrumentistas do Conservatório Regional do Baixo Alentejo-Beja e no Estágio de Orquestra de Sopros em Abrantes. Tocou a solo com a Banda musical Castromarinense em diversas ocasiões, com a banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa Alverquense-Alverca e com a banda da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense-Sines. Lecionou no Conservatório Regional de Vila Real de Santo António, no Curso Profissional de Instrumentistas de Vila Real de Santo António, no Conservatório do Baixo Alentejo-Beja, Moura e Castro Verde e no Ensemble Montemor. Atualmente é professor de metais na escola de música da Sociedade Estrela da Beira-Santa Marinha, Seia, professor de iniciação e instrumento na escola de música do Grupo Musical e Fraternidade Pampilhosense-Pampilhosa da Serra, professor de música na Santa Casa da Misericórdia da Pampilhosa da Serra-valência creche e pré-escolar e é ainda maestro da banda da Sociedade Filarmónica Galveense-Galveias e coordenador da sua escola de música. É também aluno no curso de banda na Academia Europeia de Direção de Banda na classe dos Professores Paulo Martins, Jan Cober,Javier Viceiro-Figueira,André Granjo e Andrés Alvarez.

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