Razão #3: a Europa unida num mundo globalizado

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Especial Eleições Europeias

«60 anos, 60 boas razões para a União Europeia»

As eleições europeias realizam-se entre 23 e 26 de maio de 2019. Ter esperança num futuro melhor não chega. Todos temos que assumir as responsabilidades das nossas escolhas. Desta vez, não estamos apenas a pedir-te para votar, mas também a pedir que ajudes a persuadir os outros a votarem também. Porque quando todos votam, todos ganham.  Desta vez, eu voto → destavezeuvoto.eu |https://www.thistimeimvoting.eu .  De setembro a fevereiro de 2019 partilhamos nesta rubrica «60 boas razões para votar». 

*Os textos são de Sofia Colares Alves, Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

A globalização constitui uma força extraordinária e sem igual no que toca a benefícios. Podemos viajar, trabalhar, estudar e viver livremente em diferentes países; podemos interagir com amigos e familiares que estão do outro lado do oceano ou do mundo através da internet; podemos partilhar ideias, culturas e experiências; os estudantes têm acesso em linha a cursos de universidades de renome um pouco por todo o mundo; a concorrência internacional e a cooperação científica aceleram a inovação; centenas de milhões de pessoas saíram do limiar da pobreza graças à globalização, além de que esta possibilitou aos países mais pobres recuperar o seu atraso, entre tantas outras vantagens. Contudo, muitos europeus estão preocupados com o facto de a globalização gerar desigualdades, perdas de postos de trabalho, injustiça social ou uma menor privacidade. Sentem-se, por vezes, ameaçados na sua identidade, nas suas rotinas e modos de vida. Estas preocupações devem ser reconhecidas e enfrentadas. São prioridades fundamentais da Comissão Juncker controlar a globalização, lutar por um mundo melhor, promover normas e valores elevados dentro e fora da Europa, protegendo os cidadãos contra práticas desleais e fazer com que as nossas sociedades sejam mais resilientes e as nossas economias mais competitivas.

Sabemos que a globalização comporta exigências e desafios. Para que seja possível tirar partido das vantagens decorrentes à abertura ao resto do mundo, sem se deixar de combater as suas desvantagens, a Europa deve promover uma ordem mundial mais forte e assente em regras, deve tomar medidas firmes contra todas as práticas desleais. Para tal, reforça-se a necessidade de uma Europa unida, já que, num mundo globalizado repleto de desafios, nenhum Estado-Membro da União Europeia (UE) por si só tem peso para afirmar e defender os nossos valores. Além disto, as questões internacionais com as quais esta se deve ocupar não se limitam apenas à política externa e à segurança: dizem respeito, também, à cooperação para o desenvolvimento, ao comércio externo e à economia mundial, às migrações, às alterações climáticas e à política da energia. Assim sendo, só a Europa unida se consegue afirmar num mundo globalizado, já que é certo que a globalização é importante para a economia europeia mas só poderá fazer sentido para os cidadãos se for possível repartir os seus benefícios de forma mais justa e uniforme.

No seguimento do Livro Branco sobre o futuro da Europa e com base numa análise objetiva das vantagens e desvantagens da globalização, a Comissão Europeia publicou recentemente um documento que visa lançar um debate sobre o modo como a UE e os respetivos Estados-Membros poderão influenciar a globalização, antecipando o futuro e melhorando a vida dos europeus. Neste sentido, a Europa deverá contribuir para a revisão das regras da globalização para que o comércio livre dê lugar a um comércio (mais) justo. Ao mesmo tempo, é necessária uma orientação das políticas para que todos e todas recebam a educação e as competências necessárias ao acompanhamento da evolução das diferentes economias. Uma melhor redistribuição contribuirá para assegurar a coesão social e a solidariedade, dois dos princípios fundadores da nossa União Europeia, já que a globalização pode muito bem ser benéfica se for devidamente controlada. Mas isto não significa que a solução seja o protecionismo ou, por outro lado, uma política liberal de laissez-faire, de “deixar fazer”: a UE deve garantir uma repartição mais equitativa dos benefícios da globalização, colaborando com os Estados-Membros e com as diferentes regiões, bem como com os parceiros internacionais e outras partes interessadas. Desta forma, poderemos tirar partido da globalização de acordo com os valores e interesses europeus, de forma justa e sustentável.

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Centro Europe Direct do Algarve
O Centro Europe Direct do Algarve é um serviço público que tem como principal missão difundir e disponibilizar uma informação generalista sobre a União Europeia, as suas políticas e os seus programas, aos cidadãos, instituições, comunidade escolar, entre outros. Está hospedado na CCDR Algarve e faz parte de uma Rede de Informação da Direcção-Geral da Comunicação da Comissão Europeia, constituída por cerca de 500 centros espalhados pelos 28 Estados Membro da União Europeia, existindo 19 em Portugal. A Assembleia Geral Anual (AGM ) decorre nornmalmente em outubro e a rede celebrou 10 anos em 2015. Atualmente a Rede de Centros Europe Direct em Portugal inclui 19 centros e é apoiada pela Comissão Europeia através da sua Representação em Portugal. Os Centros de Informação Europe Direct atuam como intermediários entre os cidadãos e a União Europeia ao nível local. O seu lema é «Todos somos EUropa»!

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