PS e CDU lamentam chumbo de proposta para auditar contas municipais em VRSA

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Em comunicado de imprensa o Partido Socialista de Vila Real de Santo António lamenta que a maioria PSD tenha reprovado a proposta “que abrangia os mandatos do anterior Presidente de Câmara e o último mandato do PS que terminou em 2005”.

Segundo Célia Paz, líder socialista em VRSA explica que “o PS pretendia com esta proposta [era] dar a conhecer aos Vilarealenses como foi gerida a autarquia, identificar os erros cometidos, evitar a sua repetição e apurar as responsabilidades de gestão, mas também contribuir para o «arrumar da casa» que a atual Presidente de Câmara não se tem cansado de repetir que está a fazer”. A socialista acusa ainda que “se quem teve responsabilidades de gestão durante os últimos 12 anos sente necessidade de «arrumar a casa», é porque não teve interesse em dar a conhecer aos Vilarealenses a verdadeira situação financeira da autarquia”.

No que diz respeito à contabilidade financeira “é muito clara, se não vejamos, quando a atual autarca entrou para a autarquia, em 2005, a Câmara Municipal de VRSA devia 7,8 milhões de euros e em 2017 deve 78,2 milhões ao que acresce ainda o valor da dívida da SGU que ascende a 77,5 milhões. O que totaliza 155,7 milhões de euros em divida acumulada”, pode ler-se no comunicado do PS que acrescenta que “esta é uma dívida que acaba por responsabilizar todos os cidadãos, e serão estes com os seus impostos e taxas, que a irão pagar”.

PS fala em “esbanjamento”

A posição do PS que viu a sua proposta de autoria rejeitada fala em “esbanjamento de recursos” que, afirmam os socialista, “foi ainda maior, a cidade não só deve mais de 150 milhões de euros, como através da Câmara e da SGU, tem vindo a comprometer o futuro antecipando as receitas, isto é, já gasta por conta do futuro, preparando-se para deixar aos seus sucessores uma autarquia com dívidas brutais e sem quaisquer recursos”.

Célia Paz no comunicado que enviou às redações sublinha que “não se pretende uma auditoria que avalie a legalidade das contas, para isso serve o Tribunal de Contas e o revisor de contas, queremos sim que os Vilarealenses possam avaliar se o dinheiro foi bem gasto, e se a autarquia foi gerida com responsabilidade, bem como se os autarcas salvaguardaram os interesses da cidade e dos seus cidadãos, quer no hoje, quer no futuro”. E finaliza, dizendo que “os Vilarealenses já estão a pagar muito, suportando taxas e impostos agravados e não queremos que venham a pagar mais”.

CDU lamenta chumbo da proposta

Em reação a este chumbo a CDU, que votou a favor desta proposta, também já se manifestou. Em nota de imprensa a CDU garante que quer saber, “tal como em 2013 já quis”, qual é o valor real da divida, sem maquilhagens ou explicações subjetivas”, frisando que pretende saber “como chegamos a este valor astronómico, quais as mais-valias ou proveitos que estes investimentos trouxeram para o nosso concelho” e explica que quer “saber, por exemplo, se o que foi gasto com empresas de advogados, viagens, hotéis, refeições ou prestações de serviços foram benéficos para o concelho”.

A CDU lamenta que “a senhora Presidente [Conceição cabrita] publicamente afirme que está orgulhosa dos doze anos de gestão PSD e nada ter a esconder e depois recuse este exercício de transparência e democracia”. Os comunistas lamentam ainda que “a senhora Presidente diga que pretende cortar com as gorduras e arrumar a casa e depois rejeite a elaboração deste documento”.

“Lamentamos que a senhora Presidente afirme que um trabalho deste tipo seria custoso para os cofres do município e não tenha a mesma opinião dos vários estudos que os seus executivos mandaram elaborar e que nunca viram a luz do dia. Lamentamos que os novos vereadores do PSD aceitem de forma cega toda esta herança de procedência duvidosa, provavelmente desconhecendo que mais tarde podem ser co-responsabilizados da mesma”, lê-se no documento.

A fechar o comunicado a CDU afirma que “é fundamental saber a situação financeira real da autarquia, apurar as devidas responsabilidades e definir um caminho recuperação económica sem voltar a cometer os erros do passado, recusando a politica de privatização de serviços (Lixo, águas e esgotos) e do espaço público (parquímetros, complexo desportivo, jardins, terrenos e edifícios municipais), recusando a manutenção do trabalho precário no município e o despesismo da contratação de serviços externos que podem ser perfeitamente desenvolvidos pelos trabalhadores do município se forem dotados das condições e dos meios necessários para tal. Só assim se poderá caminhar no sentido do responder às necessidades e interesses da população sem hipotecar o futuro do concelho de Vila Real de Santo António”.

Conceição Cabrita convicta que proposta do PS não acrescentaria “nada de novo”

Recorde-se que em declarações ao nosso jornal a presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António já tinha afirmado que a proposta em causa do PS “não fazia qualquer sentido face às auditorias a que as contas municipais estão sujeitas”. Na altura em que se ficou a conhecer a intenção desta proposta, o Jornal do Baixo Guadiana contactou a edil Conceição Cabrita que declarou que “não existe qualquer vantagem” numa auditoria suplementar às que já são feitas “pelo Revisor Oficial de Contas”, até porque, explica, “a situação financeira do município é controlada também pela Inspeção Geral das Finanças e Inspeção Geral das Autarquias Locais no âmbito dos programas PAEL [Programa de Apoio à Economia Local] e FAM [Fundo de Apoio Municipal]”.

O chumbo desta proposta era previsível que já que na ocasião Conceição Cabrita afirmou, ainda, ao nosso jornal que considerava que a proposta em questão “apenas servirá para gastar dinheiro”, já que, segundo a edil “não acrescenta nada de novo ao que de forma exaustiva e transparente é dado a conhecer publicamente”.

 

 

 

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Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

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