Até Agosto pode (re) descobrir as suas raízes porque «Do Mar à Serra, Fomos o que Somos»

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Em pleno Ano Europeu do Património Cultural em Castro Marim foi inaugurada ontem uma exposição que representa a identidade do Algarve e que teve, precisamente, apoio de 75% de fundos da União Europeia . A Casa do Sal  abriu as suas portas à exposição «Do Mar à Serra, Fomos o que Somos», no dia em que também se celebrava o Dia da Espiga, Quinta-Feira da Ascensão. Patente até ao final do mês de agosto esta mostra pretende fazer um retrato dos costumes que tão bem definem o território do Baixo Guadiana e que permitem uma viagem por um Algarve camaleónico. Se por um lado temos a serra, por outro temos o mar e é nesta realidade geofísica que a ocupação humana foi sendo feita e o Homem se adaptou.

Esta exposição é uma organização da Câmara Municipal de Castro Marim que junto de diversas pessoas e entidades de diversos concelhos recolheu o material etnográfico exposto. É o caso do Museu do Traje de São Brás de Alportel, o Museu Regional de Faro, a Associação Cultural Amendoeiras em Flor, a Associação Cultural Mito Algarvio, a Banda Musical Castromarinense, a Casa do Povo do Azinhal, a Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, a Associação A Moira e a Câmara Municipal de Alcoutim. Coube à empresa municipal de Castro Marim, Novbaesuris, preparar um lanche serrenho, proporcionando uma viagem de palato durante a inauguração da exposição que encheu a Casa do Sal.

Aguadeiro, salineiro, cabreiro e a mulher de casa marcam presença

Tal como explica a câmara municipal “pela exposição podem ver-se emblemáticas personagens, que refletem os modos de vida e os costumes dos algarvios, e também algumas personagens da cultura local, que recordam hábitos e tradições da memória dos castromarinenses. Nela encontramos, por exemplo, o aguadeiro, o cabreiro, a “mulher de casa” e, como não podia deixar de ser, o salineiro, figura central da cultura local.

«Do Mar à Serra, Fomos o que Somos» é também, uma evocação “ao revivalismo, mas pretende também transmitir, valorizar e preservar esta identidade cultural junto do público mais jovem. Foi também recriada uma taberna típica, onde pode conhecer e até mesmo experimentar os jogos e entretengas «de outros tempos»”, acrescenta a edilidade.

Francisco Amaral defende valorização etnográfica

“Tenho um carinho especial pela etnografia, desde cedo que fui um dos precursores de iniciativas de valorização dos nossos usos e costumes e é esse o caminho da aposta turística algarvia, mas são necessárias mais pessoas como a nossa vice-presidente, que fazem viver espaços como este”, realçou o presidente da Câmara Municipal, Francisco Amaral durante a inauguração da mostra etnográfica «Do Mar à Serra, Fomos o que Somos». Por seu turno, a vice-presidente e vereadora da cultura, Filomena Sintra, distinguiu o facto de esta ser uma exposição original, criada e abraçada pela equipa da Câmara Municipal de Castro Marim, à qual agradeceu publicamente o empenho e a dedicação entregues a todo o processo, que se tornou possível graças à colaboração de um conjunto de entidades que dignificam e lutam pela valorização da cultura algarvia.

De referir que , «Do Mar à Serra, Somos o que Fomos», é uma iniciativa promovida pelo Município de Castro Marim, em estreita parceria com o Museu do Traje de São Brás de Alportel e com o Museu Regional de Faro e foi confianciada pelo Programa Interreg Espanha-Portugal 2014-2020, apoiado pela União Europeia, cofinanciada a 75% pelo FEDER, projeto 0131_FOURTOURS_5_E.

A Casa do Sal está aberta todos os dias, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 18h00.

 

 

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