Eurocidade do Guadiana pretende ser uma «nova geração» de Cooperação Transfronteiriça

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Presidente Conceição Cabrita (VRSA) assume responsabilidade máxima da Eurocidade do Guadiana

Foi esta terça-feira formalmente assumida a presidência da «Eurocidade do Guadiana» pela câmara municipal de Vila Real de Santo António. Trata-se de uma presidência rotativa muda de dois em dois anos entre os municípios que a compõem: Ayamonte (Andaluzia, Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Algarve, Portugal). De acordo com a presidente deste Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça (AECT) com figura jurídica recente que pode agora concorrer a fundos comunitários – e por essa razão, com muito trabalho de estruturação pela frente – “trata-se de uma estrutura com projetos muito ambiciosos em que o grande objetivo é cimentar a cooperação e adaptá-la às necessidades comuns dos dois lados do Guadiana”. Conceição Cabrita, edil vilarealense falava assim na cerimónia de tomada de posse da presidência desta Eurocidade; na raia que liga Ayamonte a Castro Marim e Vila Real de Santo António. A autarca recordou a “importante presença da Eurocidade na BTL e FITUR e o impacto que deixou nos visitantes daqueles certames”. Sem querer avançar para já projetos que “estão agora a ser elaborados e definidos”, prometeu mais à frente dar novo ponto de situação das frentes de trabalho deste Agrupamento Europeu.

Por sua vez o presidente da câmara municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, lembrou que “é preciso capitalizar as duas margens do Guadiana”, depositando grande expectativa “nas visitas de trabalho que vão ser feitas à Eurocidade Chaves-Verin que têm uma experiência nesta matéria que é preciso conhecer”. O edil castromarinense deixou, desde logo nesta conferência de imprensa, a ideia de que o que é pretendido com a Eurocidade do Guadiana é uma nova geração de cooperação transfronteiriça. Questionados pelo Jornal do Baixo Guadiana sobre que aproveitamento vai ser dado ao know how de mais de 20 anos de trabalho conjunto no Baixo Guadiana no que diz respeito aos financiamentos comunitários por sua vez Francisco Amaral não teve dúvidas em afirmar “que é do conhecimento geral que a cooperação que tem existido revela muitas vezes capelinhas e não uma união real; e o que se pretende com a Eurocidade é bem diferente, e que revele uma força pelo bem comum e não cada um por si”. Por seu turno, Conceição Cabrita afirmou que “as boas práticas destas décadas de cooperação entre Portugal e Espanha vão ser tidas em linha de conta”.

«O primeiro dia do resto da vida da Eurocidade do Guadiana»

Nesta conferência com os jornalistas, Alberto Fernández, alcalde de Ayamonte, passou a mensagem de que “este dia [18 de Abril] marca o início real da Eurocidade porque antes não passava de um conjunto de intenções que sem figura jurídica atribuída não poderia levar a projetos concretos”.

Com nova imagem e video associado que releva a Eurocidade do Guadiana como destino turístico de referência, é de referir que esta entidade terá sede administrativa em Ayamonte e uma equipa constituída por autarcas e técnicos dos municípios que a compõem. Dentro de um ano é expectável que a estrutura se fixe nas instalações-sede [a definir também].

A comunidade tem de sentir-se «eurocidadã»

Questionados também pelo Jornal do Baixo Guadiana sobre o trabalho a desenvolver para que a comunidade abrangida pela Eurocidade do Guadiana se sinta eurocidadã os autarcas foram unânimes ao afirmar que “o mais importante desde logo é a comunidade no seu todo sentir a eurocidade como dela”, tendo ficado a convição por parte destes autarcas que serão levadas a cabo ações várias nesse sentido”.

 

Técnicos da «Eurocidade do Guadiana» – Portugal e Espanha
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Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

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