Agência Portuguesa do Ambiente confirma contaminação das águas na Ribeira do Vascão

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Contactada pelo Jornal do Baixo Guadiana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) confirmou que de acordo com os resultados provisórios houve descarga de lixiviados do aterro  sanitário do sotavento algarvio para osub-afluente do Vascão. Esta confirmação surge após a notícia do Jornal Público que dava conta do incidente ambiental e dos riscos de contaminação do rio Guadiana que poderiam estar associados.

Ao nosso jornal a APA-ARH Algarve explica que “foi contactada no passado sábado (dia 7), através do SEPNA [Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente] e informada de que haveria descarga de lixiviado do aterro sanitário do sotavento algarvio para uma linha de água (sub-afluente do Vascão)”.  Ainda no sábado ao fim da tarde foi feita uma fiscalização ao local com elementos da APA – ARH do Algarve e SEPNA e recolhidas amostras na linha de água junto ao aterro. Os resultados definitivos à data de hoje  ainda não estavam disponíveis, “mas pelos resultados provisórios confirma-se a existência de descarga de lixiviados”, explicou fonte da APA ao nosso jornal que acrescenta que “a APA – ARH do Algarve continua a acompanhar e a avaliar a situação, encontrando-se atualmente em curso alguns procedimentos administrativos”.

ALGAR garante que ativou e executou medidas necessárias

A ALGAR – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., contactada também pelo nosso jornal esclareceu “que na sequência do incidente ocorrido no passado dia 7 de Abril, no Aterro do Sotavento, está a implementar um conjunto de medidas desenvolvidas no âmbito do Plano Interno de Contingência, de acordo com as exigências das Normas de Qualidade e Ambiente, ISO 9001/2015 e ISO 14001/2015 e da respetiva Licença Ambiental”. Questionada sobre as causas do incidente no aterro da ALGAR a empresa explicou ao nosso jornal que o mesmo “resultou do excesso anormal de pluviosidade e ventos que se fez sentir nos últimos dias e que danificaram a tela de cobertura dos resíduos, dando origem a que as águas produzidas pela decomposição dos resíduos contidos na célula, em conjunto com as águas pluviais, extravasassem o perímetro impermeabilizado”.

Quanto às medidas tomadas face a este problema a ALGAR garantiu-nos que “depois de avaliada a situação foi decidido, na perspetiva de proteger de imediato a linha de água, a execução de um dique de contenção para evitar que as águas produzidas pela decomposição dos resíduos, continuassem a drenar para esse local juntamente com as águas pluviais”. Acrescenta que “iniciou-se a limpeza das águas contidas nesse dique com recurso a bombagem para a lagoa de regularização existente na proximidade do local”.

Os trabalhos de reparação da geomembrana e selagem dos restantes taludes, segundo informação disponibilizada pela ALGAR, “continuam e paralelamente aumentou-se, temporariamente, a capacidade de tratamento das águas da instalação de modo a drenar as que se encontram acumuladas nos resíduos”.

A ALGAR, garantiu-nos, ainda, que “para além da mobilização imediata de todos os recursos necessários, continua a proceder à respetiva monitorização dos solos e linhas de água existentes no local, o que permitirá continuar a avaliar a eficácia das medidas aplicadas”.

De referir que esta segunda – feira (dia 9) reuniu a Comissão de Acompanhamento, presidida pela CM Loulé e secretariada pela CCDR Algarve, entidade licenciadora do aterro, que congrega ainda diversas associações locais para debater o ponto de situação acerca desta contaminação no Vascão que coloca em alerta toda a população, bem como entidades que preenchem o território que segue o curso do rio Guadiana.

Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim exige respostas e medidas urgentes

Contactado pelo nosso jornal o presidente da câmara municipal de Alcoutim explicou-nos que foi convocado na segunda-feira para a reunião da comissão de acompanhamento, presidida pela câmara municipal de Loulé. De acordo com Osvaldo Gonçalves o “município de Alcoutim veio confirmar as suspeitas de que esta é uma situação muito grave, e que de resto foi admitida pela própria ALGAR”. Fala-nos de um facto que “não deveria ter acontecido, mas que aconteceu e que tudo indica que é uma situação ambientalmente com histórico, denunciando uma Ribeira do Vascão poluída”. O edil garante que conhece esta ribeira “desde miúdo e que o negro que aparece por baixo das águas não é o lodo normal, os peixes não são os mesmos…”, partilhando o receio de muitos cidadãos face ao perigo de contaminação eminente.

Contaminação com consequências ambientais, sociais e económicas

Confrontado pelo nosso jornal quanto às consequências desta contaminação o autarca Osvaldo Gonçalves foi peremptório ao afirmar que “é uma situação gravíssima e que põe em causa o ambiente, desde logo, mas também toda a sustentabilidade da estratégia de desenvolvimento económico viável para aquele território assente no turismo de natureza no qual o município tem apostado fortemente face ao facto de ser um concelho de Interior e que se depara com exigentes e rígidas ferramentas de Ordenamento do Território, em que a primazia tem de ser dada à Natureza, precisamente”. O autarca mostrou-se muito revoltado pelo facto de “outros estarem a estragar o exlibris que representa o património natural de Alcoutim” e alertou para uma poluição “que se mostra ainda mais grave se pensarmos nos períodos onde a ribeira seca e a contaminação segue um curso sem qualquer diluição até ao rio Guadiana”.

 

 

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Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

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