Petição por maior dignidade e segurança do troço VRSA-Olhão da EN125 criada por movimento de cidadãos

3
324
Esta é a imagem da deterioração do troço da EN125 entre VRSA e Olhão

Há uma petição criada pelo «Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125» para angariar assinaturas de modo a conseguir chegar à Assembleia da República e fazer uma reivindicação que não é nova, mas que parece ignorada continuamente. Ora, sabemos que a Requalificação da EN 125 está prometida e prevista até nas verbas a gastar pelo Governo, mas, na realidade, quando falamos do troço VRSA-Olhão chega a ser deprimente o estado de abandono e ostracismo a que está votada esta área de uma estrada que não é mais do que uma parte de uma avenida que liga o Algarve.

A realidade mostra-nos que esta é, afinal, uma avenida usada como «A Estrada» da região face ao facto de à autoestrada A22 ou Via do Infante terem sido atribuídas portagens de custo incomportável para os algarvios que diariamente têm de se deslocar na região. Para além do custo elevado a revolta dos algarvios deve-se ao facto de esta autoestrada ter sido construída com fundos comunitários – ou seja com o dinheiro dos contribuintes – e agora estes mesmos contribuintes são chamados a pagar aquilo que já pagaram uma vez (se não duas ou três…).

Algarvios revoltados com a falta de requalificação na EN125

Os subscritores da «Petição pela Dignidade e Segurança na EN 125», à qual pode ter acesso aqui, consideram que “a decisão política de adiar, sem data fixa prevista para o início das obras, a requalificação do troço da EN 125 entre Olhão Nascente e Vila Real de Santo António (VRSA) constitui um perigo enorme para a segurança dos cidadãos que a utilizam, para a mobilidade das populações abrangidas e, de uma forma geral, um obstáculo para o desenvolvimento económico sustentável e social”.

E lembram que “A A22/Via Infante de Sagres foi concebida como uma via estruturante da organização da vida coletiva dos cidadãos que residem e trabalham no Algarve, mas com a introdução de portagens e o piso em péssimo estado passou a ser incomportável para os cidadãos”.

Pode ler-se na petição que “a EN 125, pelo facto de constituir uma via litoral altamente urbanizada, de evidente sinistralidade e mortalidade pelos diversos pontos negros aí identificados, não pode servir a população de forma segura e provoca dificuldades na mobilidade das populações, pelo estado (deplorável) do seu piso e pela falta de segurança nas suas bermas, inexistentes em muitos quilómetros. Desta forma, aumenta exponencialmente os riscos de acidentes rodoviários e de mortes na estrada”.

Acelerada deterioração entre VRSA e Olhão

Na petição criada pelo «Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125» – que, entretanto, já criou também uma página de facebook –  é lembrado que “assistimos a uma degradação acelerada do, já antes deteriorado, troço entre Olhão Nascente e VRSA. Há zonas deste troço completamente (destruídos) esburacados, outras com amontoados de lixo nas bermas abandonadas. Há, ainda, outras zonas com circulação perigosa e outras que são altamente urbanizadas; pelo que a circulação no troço transformou-se num autêntico espaço de terror (desgastando física, psicológica e materialmente quem ali tenta circular)”.

“Exige-se ao Governo que honre os seus compromissos”

Os subscritores desta petição consideram que a decisão de adiar sucessivamente a requalificação e manutenção digna do troço entre Vila Real de Santo António e Olhão Nascente, porta de entrada do nosso País, via Andaluzia /Espanha, não pode continuar a provocar insegurança na população, residente e visitante, no seu dia-a-dia. Estas não aguentam mais, basta! E, como sabemos, a mobilidade na região é de extrema importância para o PIB nacional. Assim sendo, os cidadãos abaixo-assinados exigem que o Governo honre os compromissos assumidos com os Algarvios e tome as necessárias diligências para que, de uma vez por todas, se termine com a discriminação na incoerência de circulação e que em nome da defesa do interesse público, determine o início das obras de requalificação da EN125, entre Vila Real de Santo António e Olhão Nascente, de imediato, para que se cumpra o desiderato de, com a maior urgência, a região do Algarve possa dispor de uma EN125 inteiramente requalificada e segura. De igual modo, no exercício de direitos legalmente consagrados, solicitam à Assembleia da República que decida discutir esta matéria, propondo ao Governo que corrija a orientação que assumiu neste domínio, de imediato.

É importante referir que para chegar a quem de direito – Assembleia da República – são necessárias 4000 assinaturas.

 

Publicidade
Partilhar
Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

3 Comentários

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.