O Ano Europeu do Património Cultural pretende ser sobretudo um apelo à sociedade civil

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O Ano Europeu do Património Cultural, celebrado este ano pela primeira vez entre os Estados-membros, pretende ser sobretudo um apelo à sociedade civil

“Preservar o património é o meio através do qual vencemos o barbarismo original e nos tornamos completamente humanos”. Samuel von Pufendorf

O Ano Europeu do Património Cultural, celebrado este ano pela primeira vez entre os Estados-membros, pretende ser sobretudo um apelo à sociedade civil para se envolver no conhecimento da herança material e imaterial – a ordem é saber preservar o legado de séculos para o poder passar às futuras gerações. É um ano de alerta e de chamada à participação.

As escolas vão poder adotar um monumento, cuidar dele e conhecê-lo – está em preparação uma aplicação digital para ajudar – e às associações pede-se um esforço no sentido de mobilizarem a sociedade civil, resumiu Guilherme d’Oliveira Martins, coordenador nacional do Ano Europeu do Património.

Um dos principais objetivos desta iniciativa é o aprofundamento da investigação científica e a mobilização dos mais jovens, dos vários graus de ensino, desde a educação pré-escolar.

Quando a União Europeia, por iniciativa da Comissão Europeia, decidiu este ano temático, uma das ideias centrais foi a de desfazer a ideia estática de património: “o património é o património construído e não o podemos deixar ao abandono, mas é também o património imaterial, são as tradições, aspetos ligados à língua e vivência cultural, como o fado ou o cante alentejano”, disse o mesmo responsável em entrevista à Renascença.

Durante este Ano Europeu há também a preocupação em fazer pontes com a criação contemporânea – entre a herança existente e a futura herança.

Não existe um programa ou iniciativas pré-definidas para assinalar este Ano Europeu do Património Cultural, para além da cerimónia de inauguração, ocorrida a 7 de dezembro último no Fórum da Cultura em Milão e do encerramento a realizar na Áustria. A Marca do Património Europeu e o Prémio Europa NOSTRA são iniciativas que vêm já de anos anteriores. No portal europeu onde serão registadas as iniciativas – não há nenhuma escolha prévia. Caberá aos promotores e ao público fazer as melhores opções.

As associações ou outos agentes da sociedade civil poderão mobilizar-se para dar a conhecer melhor o património de determinado concelho ou freguesia; os grupos de teatro, de leitura, ou os músicos também poderão propor e dinamizar iniciativas no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural.

“Cada qual deve empenhar-se naquilo que sente mais próximo dessa noção dinâmica de património”, explicou Guilherme d’Oliveira Martins, coordenador nacional.

No Algarve, já no âmbito do Ano Europeu do Património, no início do mês foi inaugurada uma exposição dedicada a Carlos Porfírio, pintor, cineasta e um dos impulsionadores da criação do então Museu Etnográfico de Faro. A mostra estará patente na sala de exposições da CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Faro, até ao final de Março.

Até ao final do mesmo mês, o Centro Europe Direct Algarve – CCDR e o Museu Regional propõem-se organizar, em parceria, sessões para exploração da obra do pintor no contexto europeu, dentro e fora de portas.

O Ano Europeu do Património Cultural também será o tema central da primeira tertúlia de 2018 do Jornal do Baixo Guadiana, numa organização conjunta com a Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, e o Centro Europe Direct do Algarve. A tertúlia vai ter lugar a 26 de Janeiro, às 18h00, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas.

O Café com Letras, iniciativa mensal da Direção Regional de Cultura com a FNAC, em faro, será, em 6 abril, dedicado igualmente ao tema.

O objetivo do primeiro Ano Europeu do Património Cultural é incentivar a partilha e a apreciação do património cultural da Europa enquanto recurso partilhado; sensibilizar para a história e os valores comuns e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum.

O ano de 2018 tem uma importância simbólica e histórica para a Europa e o seu património cultural: assinala-se o 100.º aniversário do fim da Primeira Guerra Mundial e da independência de vários Estados-Membros, assim como os 30 anos da política de coesão, entre outras efemérides.

Os objetivos gerais do Ano Europeu consistem em incentivar e apoiar os esforços da União, dos Estados-Membros e das autoridades regionais e locais para, em cooperação com o setor do património cultural e da sociedade civil em geral, proteger, salvaguardar, reutilizar, valorizar e promover o património cultural da Europa.

Rodrigo Burnay, jornalista

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Quem é o Ponto de Contacto do AEPC no Algarve?

A Direção Regional de Cultura é o ponto de contacto no Algarve para o Ano Europeu. O Centro Europe Direct Algarve será um parceiro ativo orientando as suas atividades ao longo de 2018 para este tema e fará sair pela sua Newsletter regular as notícias sobre convocatórias para financiamentos e eventos associados, sobretudo regionais.

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