“Unidade Móvel de Saúde pode funcionar já a partir de 1 de Fevereiro”, diz PS

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Os vereadores Mário Dias e Célia Brito

Os vereadores socialistas eleitos pela oposição na câmara municipal de Castro Marim, Mário Dias e Célia Brito, apresentaram esta quarta-feira à comunicação social a proposta que entregaram no dia anterior ao presidente da câmara municipal, o social-democrata Francisco Amaral, para a refuncionalização da Unidade Móvel de Saúde. O documento tem sete páginas e pretende ser “uma proposta para um modelo de Unidade Móvel de Saúde Integrada de proximidade com um maior número de valências e abrangência numa articulação mais estreita com o Serviço Nacional de Saúde”. A enfermeira Célia Brito começou a conferência por dizer que “o modelo da Unidade Móvel de Saúde que estava em vigor até Dezembro de 2017 permitia apenas a prescrição de receituário e tinha muito pouca articulação com o Serviço Nacional de Saúde”, lamentando que a paragem desta unidade de saúde tivesse “mostrado que os utentes da unidade móvel recorriam agora aos centros de saúde apenas para receituário e sem meios complementares de diagnóstico”.

O PS quer fazer diferente e defende que a reestruturação da UMS “é a intenção clara de que querer aumentar o impacto deste serviço na vida das pessoas e proporcionar uma abrangência maior de tratamentos”. A proposta que está em cima da mesa prevê, para além de manter o serviço médico e enfermagem “um serviço de análises ao domicílio, acompanhamento psicossocial [para prevenir suicídios e melhorar o acompanhamento das carências sociais], terapia da fala, nutrição, encaminhamento para consultas médicas de especialidade, fisioterapia, entre outras valências” que, segundo os socialistas será possível numa parceria com as Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho com as quais garantiu já ter começado a encetar os primeiros contactos, bem como o fez junto da Administração Regional de Saúde, salvaguardando que “cabe ao senhor presidente da câmara municipal de Castro Marim desenvolver esses contactos de parceria assim haja vontade para levar a cabo esta proposta que não está fechada, mas sim pode ser alvo de alterações, melhoramentos”.

Unidade Móvel de Saúde a circular pelas quatro freguesias

Na proposta dos socialistas estão já identificadas inúmeras potenciais entidades parceiras como é o caso do Agrupamento de Centros de Saúde do Sotavento, Unidade de Saúde Familiar Baesuris, ABESFA – Associação de Bem-Estar Social da Freguesia do Azinhal, Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, as freguesias do concelho e a Associação Odiana.

Outras novidades introduzidas por esta proposta é o facto de se estender às quatro freguesias do concelho, bem como de levar a cabo o serviço de transporte dos utentes à Unidade de Saúde Familiar Baesuris.

“No modelo que estava em vigor esta Unidade Móvel de Saúde apenas funcionava da parte da manhã e cada utente apenas era visitado de dois em dois meses. Acreditamos que se abre agora a possibilidade de funcionar também da parte da tarde e dar um apoio mais regular aos utentes do que até aqui, frisou o vereador Mário Dias.

1 de Fevereiro é data prevista pelos socialistas

Questionados pelo nosso jornal se existia já uma avaliação de custos associada a este projeto proposto, os vereadores responderam que “não existe ainda qualquer orçamento porque é necessário estabelecer as parcerias e os diálogos com as entidades”, mas assumem que “é possível não aumentar custos, apesar do aumento considerável de especialidades porque o objetivo é que este novo modelo de unidade móvel de saúde viva de uma forte articulação com o Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente”.

Sobre para quando será possível avançar com esta UMS para o terreno, os socialistas acreditam que “se houver vontade do presidente da câmara esta unidade móvel de saúde poderá ser uma realidade já a partir de 1 de Fevereiro”.

 

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Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

1 comentário

  1. Quero acreditar que o projecto é exequível que vão existir profissionais da saúde para tornar o projecto numa realidade pois sou positivo e acredito nesta politica positiva , apenas gostaria de saber quem paga a factura dos custos associados. Ass João Veia

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