Célia Brito acusa Francisco Amaral de utilizar “oposição como bode expiatório”

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A líder da oposição socialista acusa Francisco Amaral de "vitimização"

A líder do Partido Socialista, Célia Brito, em declarações ao Jornal do Baixo Guadiana respondeu às acusações feitas em conferência de imprensa pelo presidente da câmara de Castro Marim, Francisco Amaral.

A vereadora socialista garante que a oposição pediu “insistentemente no início da reunião de câmara da passada segunda feira para que se retirasse da ordem de trabalhos o ponto referente ao orçamento”. E explica que tal pedido deveu-se ao facto “do documento não ter chegado dentro dos prazos o que não permitiu uma análise do mesmo”. Célia Brito garante que antes do documento chegar à última reunião de câmara “o senhor presidente nunca agendou uma reunião com os cinco vereadores que permitisse colher contributos de todos para as Grandes Opções do Plano e Orçamento” e afirma que “logo na segunda semana após as eleições autárquicas na reunião que manteve com Francisco Amaral [e a convite do mesmo] deu “conta de projetos que considerava essenciais constarem no orçamento para 2018”, bem como “foi desde logo referido que não aprovaria a praia fluvial de Odeleite devido à localização para a mesma que não contribuiria em nada para a requalificação e desenvolvimento daquela aldeia”.

Agora, face às acusações feitas esta semana pelo executivo liderado por Francisco Amaral que afirma que a oposição pretende “bloquear” a governação em Castro Marim ao não aprovar o orçamento, acusando também a oposição de boicote  por chumbar projetos, como é o caso da praia de Odeleite, Célia Brito diz que tais acusações “revelam uma incapacidade enorme de fazer uma gestão responsável para além de se estar a utilizar a oposição como bode expiatório, demonstrando Francisco Amaral uma enorme apetência para a vitimização”.

A socialista acusa F. Amaral de “show off” e pede que o atual presidente da câmara “aceite uma oposição que tem a maioria e que saiba governar neste contexto”. Célia Brito acrescenta que não admite “as ofensas que o edil social democrata tem dirigido aos vereadores do partido socialista”, apelando ao edil social democrata que “se deixe de filmes e fantasias”. Rematando que a atualidade política “é um mau momento para Castro Marim”.

Quanto ao orçamento Célia Brito lembra que “até 17 de Janeiro é tempo legal para a sua aprovação”, garantindo que o PS vê com bons olhos a aprovação de um orçamento coincidente que tenha em linha de conta propostas da oposição”.

Célia Brito pede que Amaral tenha abertura para os projetos apresentados pelos socialistas 

A líder socialista garantiu também ao nosso jornal que “há um conjunto de propostas feitas pelo Partido Socialista em Castro Marim que não são tidas em conta e não constam de qualquer ordem de trabalhos para as reuniões”. Célia Brito gostaria que Francisco Amaral tivesse abertura para levar à discussão propostas como “a Casa da Juventude em Castro Marim, os 25 dias de férias para os funcionários, a delegação de competências para as freguesias, entre outras que já foram dadas a conhecer ao presidente”.

Questionada pelo nosso jornal se existe uma coligação entre movimento CM1 e PS, Célia Brito afirma que “não, o que existe são acordos pontuais, nomeadamente para a eleição de vários órgãos, como foi o caso da Associação Odiana e empresa municipal NovBaesuris”.

Consenso entre executivo e oposição cada vez mais uma miragem

Questionada pelo Jornal do Baixo Guadiana porque não aceitou em Outubro o convite de Francisco Amaral para integrar uma vereação a tempo inteiro Célia Brito garante que fê-lo “com a plena convição” porque não se indentificou “nem com o projeto nem com o modus operandis do senhor presidente Francisco Amaral”.

De recordar que na noite de 1 Outubro, após a vitória do PSD em Castro Marim, a palavra «consenso» era a que mais se ouvia entre as social-democratas e socialistas. Passados pouco mais de dois meses, e face aos últimos acontecimentos, esse consenso entre a oposição e o executivo liderado por Francisco Amaral parece cada vez mais uma miragem.

 

 

 

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Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo: Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Voluntária para IPSS's na área da Comunicação Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS»

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