Portagens da Via do Infante sem fim à vista

0
67
Imagem de Arquivo: Deputado João Vasconcelos (à direita) numa manifestação anti-portagens na Via do Infante

O deputado João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, propôs uma opção em sede de discussão do Orçamento de Estado com vista a retirar aos residentes no Algarve o peso do pagamento das portagens na Via do Infante. Trata-se de uma taxa turística para substituir o pagamento de portagens na A22/Via do Infante. De acordo com João Vasconcelos tratava-se da “criação de uma pequena contribuição especial turística a pagar pelos turistas no Algarve para fazer face aos custos de manutenção da A22, isentando esta via de portagens, destinando-se o remanescente para a melhoria das infraestruturas viárias da região”.

Uma “contribuição Especial Turística do Algarve” que se situaria entre 1,5% e 2,5%, de forma a isentar a Via do Infante de portagens. O Bloco defendia que aquela taxa incidisse sobre pessoas singulares e coletivas, ficando a cobrança a cargo de quem explora os empreendimentos turísticos e os estabelecimentos de alojamento local. A receita obtida seria “consignada à satisfação dos encargos do Estado com o funcionamento e financiamento da A22, sendo o eventual remanescente consignado à melhoria da rede viária e ferroviária situada nos concelhos de Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António”. A proposta foi reprovada, com os votos contra do PS, CDS e PCP e a abstenção do PSD.

João Vasconcelos afirma que “é preciso ter em conta o impacto que a enorme afluência de turistas provoca na rede viária regional, com visíveis consequências no aumento da sinistralidade verificada na EN125, sobrecarregada por turistas e locais que evitam a utilização da A22 devido aos seus custos”. E lembra que “as populações do Algarve são especialmente penalizadas, pelo que importa encontrar um mecanismo que possibilite a eliminação das portagens e o investimento na rede rodoviária e ferroviária da região”.

Para este parlamentar bloquista, a reprovação foi “uma nova oportunidade que se perdeu para acabar com uma tragédia que teima em prosseguir no Algarve”.

 Duas propostas rejeitadas

Recorde-se que os bloquistas tinham apresentado duas propostas com vista ao fim das portagens na Via do Infante. A outra proposta que estava em cima da mesa era a “eliminação pura e simples” das portagens na A22. E que “voltou a ser chumbada com o voto contra do PS e a abstenção do PSD e CDS. Esta seria a aprovação mais adequada e que o Bloco sempre defendeu”. sublinha João Vasconcelos.

A João Vasconcelos resta interrogar-se e ao fazê-lo pergunta: “Como pensam as forças políticas – e muito em particular o PS – colocar um ponto final numas portagens que são um dos maiores cancros económicos, sociais e financeiros para o Algarve e, até, para o país?; O que será pior para a região? Ter uma contribuição turística e acabar com as portagens, ou continuar tudo como está, mantendo as portagens na Via do Infante?”.

Sem dúvida alguma o deputado algarvio sublinha que “a principal responsabilidade vai para o Partido Socialista”, afirmando que o bloco “continuará a luta para acabar com as portagens no Algarve, dentro e fora do Parlamento”.

GALERIA:

Imagens de Arquivo (abaixo): Uma das muitas manifestações anti-portagens lideradas pela Comissão de Utentes da Via do Infante

 

 

Publicidade
Partilhar
Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.