Mó Que Cena!…

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Desde o Paleolítico e Mesolítico – altura em que teve inicio o que hoje chamamos de pinturas rupestres, ou seja, desenhos feitos em cavernas ou pedras, que o homem sentiu necessidade de comunicar entre si. Essa mesma comunicação foi evoluindo ao longo dos tempos. A transição da Pré-história para a História dá-se no final da Idade dos Metais, que foi por volta de 4.000 A.C. Os historiadores aceitam como certo o aparecimento da escrita na Mesopotâmia e no Egito através dos papiros egípcios – embora não haja data definida de sua existência.

Sinais de fumo, meio de comunicação dos Ameríndios ou mesmo dos soldados na antiga China para defender a Grande Muralha de possíveis ataques inimigos, ou mesmo através de pombo – correio, a primeira referência desta forma de comunicação é datada de 2900 A.C. No tempo dos faraós do Egito e servia para anunciar a chegada de personalidades importantes, quando se deslocavam em embarcações, ao porto de destino.

A cavalo, por telégrafo, através de carta que por vezes tem que ser registada e com aviso de receção – neste caso aconselha-se vivamente se quiser ver-se livre de algum contrato com as operadoras de telecomunicações ou outras – e mais recentemente através das redes sociais, por correio eletrónico, entre muitas outras. Falando em formas de comunicação humana, Pinto da Costa e o Major “Valentão” comunicaram através de telemóvel, durante duas décadas, aproveitando a criação do mesmo por Martin Cooper, que a 3 de abril de 1973, fez a primeira chamada em Nova Iorque. Estes dois “monstros” do futebol português foram apanhados em milhares de escutas realizadas pela Polícia Judiciária a comprar principalmente fruta, digamos que tinham uma frutaria com uma rede de “franchise” a nível nacional, onde a fruta que vendia mais era a tropical vinda de terras de Vera Cruz, fruta muito apreciada e de muita vitamina…

Fruta que rendeu desde a longínqua época de 1991/92, 16 campeonatos. Até então tinha apenas 11 campeonatos conquistados (desde a época 1934/35, nem no tempo do «Estado Novo», em que muitos afirmam que António de Oliveira Salazar era adepto do Benfica e queria que beneficiassem o clube da Luz que a diferença não era tão grande). O Benfica venceu 17 campeonatos, o Sporting 13, o Porto mais distante, conquistou apenas 5. As escutas telefónicas não foram aceites em tribunal, porque basicamente, os envolvidos na “transação da fruta”, tinham que ser avisados das mesmas. Do tipo: «meus amigos se quiserem comunicar, façam-no através de sinais de fumo».

Agora está na ordem do dia, comunicação via e-mail (correio eletrónico), criado em 1971 por Ray Tomlinson, mais rápido, ecológico e um sem número de vantagens, ao que parece e segundo o diretor de comunicação do F.C. do Porto, meio utilizado pelo Benfica para de alguma forma influenciar árbitros e outros. É irónico esta informação vir de quem vem, já apoiada pelo clube liderado pelo Bruno de Carvalho, que ao que parece está mais interessado neste assunto no que das comissões ganhas com a venda de jogadores e que, alegadamente, o conteúdo dos ditos e-mails são tão banais que dá vontade de rir, como o presidente do Benfica a pedir para baixar a nota de um árbitro – tal foi a arbitragem nesse dia!… Secalhar, ao mesmo nível do Sporting-Benfica ou mesmo do F.C. do Porto-Tondela; e só para citar alguns.

Na minha opinião, é tudo fogo-de- artifício, criar manobras de diversão, para desviar atenções do verdadeiro motivo do fracasso, a culpa é sempre dos outros e nunca é nossa, os outros ganham com favores, nós ganhamos com mérito. Assim vai o futebol português, que nunca conseguirá estar na elite do futebol mundial: parece um jardim-escola cheio de meninos mimados que fazem “birra” por tudo e por nada.

Com isso quero deixar aqui bem claro, que não sou apologista de títulos conquistados de forma duvidosa, sou contra todo o tipo de corrupção e tudo deve ser conquistado de forma transparente e verdadeira. O Benfica também é beneficiado pelas arbitragens, Sporting e Porto, também. Não vejo onde está a polémica: ou sofremos todos de memória seletiva, que só nos lembramos do que queremos ou nos convém?

Mas analisando o tempo da época da “fruta” que se ganhavam campeonatos em janeiro com mais de 20 pontos de avanço e a época das novas tecnologias, correio eletrónico incluído,onde o Benfica ganhou sempre nas últimas jornadas e com grande dificuldade, é caso para dizer que a “fruta” conseguiu ser muito mais eficaz, além de ser essencial para uma alimentação equilibrada…viva a fruta!

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