Agricultores temem que sistema Odeleite-Beliche seja insuficiente perante seca

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Em julho de 2016, o Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio do deputado Paulo Sá eleito pelo Algarve, questionou o Ministério do Ambiente sobre a disponibilidade de água nas barragens de Odeleite e Beliche e a capacidade de este sistema garantir, numa situação de seca, o abastecimento de água às populações e para fins agrícolas. Colocou ainda a questão da construção da barragem da Foupana, que, devidamente articulada e interligada com o sistema Odeleite-Beliche, permitiria satisfazer as necessidades de água para abastecimento público e para a agricultura, mesmo numa situação de seca prolongada.

Em resposta, o Ministério do Ambiente informou que não se encontrava em curso qualquer processo de avaliação ou de decisão quanto à eventual construção de uma barragem na Foupana e que “face ao recente reforço das origens de água para abastecimento público, decorrente da construção da barragem de Odelouca e da interligação dos subsistemas de barlavento e sotavento, às disponibilidades das origens de água superficiais e subterrâneas, aos consumos atuais e sua evolução no futuro próximo, considera-se que estão garantidas as necessidades de água para os diferentes usos na região do Algarve”, acrescentando que “mantém-se um acompanhamento pormenorizado da situação na região, nomeadamente através da monitorização quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos e da evolução das necessidades de água para as diferentes atividades socioeconómicas”.

Agricultores temem  que sistema Odeleite-Beliche seja insuficiente perante seca

Nos últimos meses, diversos produtores agrícolas da região algarvia têm contactado o PCP manifestando preocupação com a possibilidade de o sistema Odeleite-Beliche não ser suficiente para o abastecimento de água para fins agrícolas no sotavento algarvio em situações de seca prolongada, já que recentemente se têm realizado muitas novas plantações, algumas de grande dimensão, que, num futuro próximo, vão consumir muita água de rega.

Em sequência desses contactos o Grupo Parlamentar do PCP disse, em comunicado às redações que, por intermédio do deputado Paulo Sá, questionou o Ministro do Ambiente. O PCP quer sabe se “No âmbito da monitorização dos recursos hídricos e da evolução das necessidades de água levada a cabo pelo Ministério do Ambiente, qual é a evolução prevista, nos próximos anos, para o consumo de água na agricultura, no Algarve, tendo em conta, por um lado, o aumento da área cultivada e, por outro, o impacto da implementação de medidas de uso eficiente de água, designadamente ao nível do aumento da eficiência dos sistemas de rega e da reutilização de águas residuais”. Os comunistas questionaram, igualmente, se “com base nessa monitorização e nos estudos associados, pode o Governo garantir que, na próxima década, haverá capacidade para responder ao aumento previsível da necessidade de água para fins agrícolas no Algarve, mesmo em situações de seca prolongada (três anos consecutivos)”.

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