“Muitas vezes precisamos de tomar atitudes e não remédios”

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Hector Ojunian é um adepto da «saúde coletiva». (Crédito foto: Câmara Municipal de Castro Marim)

Desde 2011 no Baixo Guadiana, o médico Hector Ojunian é, aos 71 anos e com mais de 40 de carreira, um apologista da “saúde coletiva”, aquela que acontece no seio da comunidade, envolvendo grupos de pessoas que ao mesmo tempo que são ouvintes e pacientes transformam-se, igualmente, em formadores de opinião e multiplicadores da informação.

Hector Ojunian esteve no auditório da biblioteca municipal de Castro Marim no passado dia 12 de Abril para uma plateia interessada em saber mais como ultrapassar o stress, sendo que a conversa, que se prolongou ao longo de duas horas, marcou o início de um ciclo de palestras que terão lugar semanalmente, às quarta-feiras à noite, no mesmo local. A iniciativa acontece em estreita parceria com a câmara municipal de Castro Marim.

Médico formado pela Universidade Federal de La Plata (Buenos Aires, Argentina), mestre em saúde coletiva e autor do livro «Somos o que comemos, como comemos e com quem comemos», Hector Ojunian sublinha que a abordagem que faz à doença “não se trata de medicina alternativa, mas antes um diagnóstico que tem em conta a história de vida da pessoa”. Na palestra dedicada ao controlo do stress Hector Ojunian frisou que “o stress não é algo ruim, mas temos de o saber controlar”, sob pena de começarmos a padecer de doenças diversas.

Engolir sapos faz mal à saúde

Um dos tópicos da palestra do dia 12 de Abril foi a importância de enfrentarmos os problemas com frontalidade. “Engolir sapos faz mal à saúde”, garantiu Hector Ojunian. De acordo com este médico muitas vezes “o que as pessoas precisam de tomar é atitudes e não remédios”, antecipando que “isso traz dor, sofrimentos, mas que são necessários para nos ajudar a ultrapassar os problemas que nos estão a tirar qualidade de vida”.

Democratizar a informação

O objetivo de realizar palestras de saúde coletiva em Castro Marim, à semelhança do que já acontece em Ayamonte (na Casa Grande), é “dar conhecimento e informação”, pois “a informação dá-nos poder de decisão”, recorda. Nas suas sessões este médico costuma utilizar a biblioterapia (literatura) e a cinemoterapia (sétima arte) para ajudar no processo de diagnóstico, bem como na democratização da informação. A ideia deste programa, de acesso livre, é fazer com que as pessoas leiam, estudem sobre os temas com que convivem e que lhes retiram qualidade de vida quando não enfrentados de frente e com objetividade. “Temos de ser radicais e não rígidos porque a rigidez quebra-se”. Hector Ojunian defende que as pessoas têm de se renovar “porque a renovação traz as mudanças necessárias à nossa vida”.

E quando o tema é «vida» este médico é peremtório: “cada um tem de encontrar um sentido para a sua vida. A vida não tem sentido, cada um deve encontrar sentido para a sua vida”.

Questionado da parte do público qual o seu modelo de intervenção, Hector Ojunian explicou que o seu trabalho é ouvir a história de vida de cada pessoa e motivar à sua melhoria. “Nem todas as doenças são psicossomáticas, mas uma grande parte delas são”, garante. “Quando estamos doentes temos  de verificar se antes não fomos alvo de um choque emocional”, rematou o médico argentino.

Stress:

Conhecida como um dos principais causadores das doenças do século XXI – depressão, hipertensão, ataque cardíaco -, o stress é uma resposta do organismo a determinados estímulos físicos ou emocionais e que desemboca, regra geral, em alterações do sistema nervoso que impedem o indivíduo de se adaptar aos acontecimentos. Facto irreversível, é no entanto possível encontrar formas de ultrapassar o stress e é esse o objetivo do programa «Como ultrapassar o Stress», apresentado no dia 12 de abril na Biblioteca Municipal, pelo Hector Ojunian. O médico deixou o convite para o próximo dia 19 de Abril.

 

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Susana Helena De Sousa
Formação Superior em Jornalismo (Carteira Profissional 9621): Especialização em Imprensa Escrita pelo Centro Nacional de Formação de Jornalistas (CENJOR) Formação media pela Representação da Comissão Europeia em Portugal Experiência em Jornalismo: Rádio (Voz D'Almada, PAL FM, Guadiana FM), Televisão (TVI, AXN, RTP, Canal História) e Imprensa Escrita (Jornal de Setúbal, Semanário O Algarve, Jornal i, Jornal do Baixo Guadiana); Tese de Licenciatura Bi-Etápica: «Serviço Público de Televisão», (publicação com entrevista a Carlos Pinto Coelho) Co-produção, realização e apresentação do programa de Rádio «Se Dúvidas Existem...», do Núcleo de Estudos e Intervenção Psicolõgica de VRSA Co-produção, realização e apresentação do programa «Viver Aqui», do Núcleo de Imigração da Cruz Vermelha Portuguesa de VRSA para o Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural Assistente de Realização para Televisão Produtora para Televisão Escrita para Reportagens Televisivas Escrita de Documentário para TV «O Contrabando no Baixo Guadiana» Escrita do texto filme documental «Um Dia na Santa Casa», de Eduardo Soares Pinto Formação Avançada em Dança Contemporânea (CIRL) Formação Inicial em Teatro (TAS, Teatro O Elefante) Formação Inicial Interpretação para Televisão (Aloysio Filho pela ACT) Participação em antologia poética «5.50» (Poetas do Guadiana) Escrita de prefácio para obra editada (Os Poetas do Guadiana nos meios de comunicação social) e outra obra inédita Autora convidada do livro de contos «Ruas» de Pedro Oliveira Tavares e João Miguel Pereira Revisão de Livro de Contos inédito de Mouji Soares Curandoria de exposição de fotografia de Eduardo Soares Pinto, Espanha Co-organização da exposição internacional de arte «Minha Fukushima» na Eurocidade do Guadiana, da Peace and Art Society Organização da Exposição «Aline´s Project» em VRSA, da Peace and Art Society Apresentação de Galas Moderação de Debates e Tertúlias Apresentação de Livros Organização de eventos Co-fundadora do Eco&Design Hotel «Monte do Malhão» Co-fundadora da Mostra Internacional de Cinema «FRONTEIRAS» Voluntariado para a área da comunicação em IPSS's

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